Modulação
A modulação é uma mudança de tonalidade dentro de uma peça musical, em que uma nova nota assume o papel de tônica e uma cadência na nova tonalidade a confirma.
Como é uma modulação?
O jeito suave passa por um acorde pivô, um acorde que pertence às duas tonalidades. Para ir de Dó maior a Sol maior:
- Toque em Dó maior: Dó, Lá menor. Aqui, Lá menor é o vi.
- Trate esse mesmo Lá menor como o ii de Sol maior e siga com D7 (Ré–Fá♯–Lá–Dó), a dominante de Sol.
- Resolva o D7 em Sol e fique lá.
Nada de fora das duas tonalidades soa no momento da mudança. Só depois o ouvido percebe que a casa mudou de lugar.
O jeito direto pula o pivô. Muitas músicas pop sobem o último refrão direto um semitom ou um tom, como faz “I Will Always Love You”, de Whitney Houston, perto do fim.
Como ouvir uma modulação?
Dois sinais. Um acidente novo que não para de voltar: um Fá♯ que aparece de novo e de novo numa peça em Dó maior sugere Sol maior. E as frases param de terminar onde terminavam: as cadências começam a pousar na nova nota, e ela passa a soar como casa.
A maioria das modulações vai para uma tonalidade vizinha, cuja armadura difere por no máximo um sustenido ou bemol. A partir de Dó maior, isso em geral quer dizer Sol maior, Fá maior ou Lá menor.
Com o que ela é confundida?
Com a tonicização. Uma dominante secundária, como D7 em Dó maior, aponta para Sol por um acorde, e depois a música volta para casa. Sem uma cadência que se assente em Sol, o tom não mudou.
A transposição é outra coisa ainda: levar uma música inteira para outro tom, por exemplo para caber na voz de um cantor. Nada dentro da música muda de tom; ela toda se move junto.
Experimente: a lição sobre modulação termina com um exercício em que toda progressão muda de tom, e Dominantes secundárias mostra o puxão breve que não é uma modulação.